Thursday, October 17, 2013

Dividindo experiências e duplicando alegrias

“Eu gosto de olhos que sorriem, de gestos que se desculpam, de toques que sabem conversar e de silêncios que se declaram.” Machado de Assis

Breezing into Zimbabwe

Por-do-sol e Elefante

Deixamos Livingstone, com a ótima companhia do Willie, no final de um dia quente para cruzarmos a fronteira com o Zimbabwe em um pequena pedalada de 15km até Victória Falls.

Pedalamos sorridentes energizados por um belo por-do-sol e pelo encontro com um elefante no rio Zambeze – encantos da Mama África.

Acampamos no Shoestrings Backpackers, uma ótima pedida em Victória Falls. Contudo, eu, particularmente, aconselharia a Zambia para visitar a famosa catarata africana.

Reflecting Nelly
Elephant River
Zamb-easy smile

Sol, suor e estrelas

No dia seguinte, relaxamos durante a manhã e voltamos para a estrada somente depois do almoço. Os dias estavam super quentes e nós não estávamos com pressa.

Após pedalarmos algumas horas, acampamos na beira da estrada. Foi o meu primeiro dia acampando no meio do nada na África, havíamos acampado em backpackers, camping sites, mas ainda não havia acampado no mato ainda.

Confesso que eu estava um pouco apreensiva. Contudo, não foi preciso muito para que eu me sentisse totalmente a vontade e começasse a amar esse estilo de acampar. É uma experiência libertadora estar no meio do nada, sem nenhum sinal de civilização, ouvindo os sons da natureza e iluminados pela lua e as estrelas.

Fizemos uma fogueira e relaxamos sob a luz da lua.

Campfire Trio
Campfire Stories
Starlight Night
Sundown Smiles

Viajar com o Willie trouxe uma sensação de aventura maior à nossa viagem.

Os dias na estrada foram super divertidos, acampamos, cozinhamos juntos, assistimos lindos nascer e por do sol. O riso é fácil na estrada, o riso é fácil quando estamos bem conosco mesmos, o riso é fácil quando amamos as pessoas sem restrições.

Viajamos com o sorriso fácil e Bulawayo chegou mais rápido que imaginamos.

Willi - Morning Ride
Zimbabwean Hut
Local Potheads

Bulawayo - hospitalidade e crise

Chegamos em Bulawayo no meio do dia e estávamos não só cansados, mas também com bastante calor e precisando de água gelada e um banho.

Water Sack Shower
Morning Yawn
Water Pump Collection

Estávamos procurando um lugar barato para ficarmos ou acamparmos quando conhecemos o Rob, um senhor simpático que nos ofereceu, generosamente, sua casa.

Mugabe Election Poster

Rob, como muitos em Zimbabwe, sofreu as consequências do governo ditatorial de Robert Mugabe que promoveu uma reforma agrária violenta para estatizar propriedades da minoria branca no país.

O governo controverso de Mugabe deixou o país em uma crise econômica bastante grande. Um dos sinais claros de tal crise é o fato de que o país não tem mais sua própria moeda. A moeda utilizada é o dólar, até quando tiramos dinheiro no caixa eletrônico, são dólares o que recebemos – um tanto surreal.

Bulawayo, contudo, é uma cidade bastante charmosa. Passamos três dias com o Rob, fizemos a manutenção das magrelas e descansamos nossas pernas.

Obrigada Rob pela generosidade inspiradora!

Happy Hosting with Rob

O encontro com uma África diferente

Deixamos Bulawayo em direção à Botswana. Cruzamos a fronteira no final do dia e, pela última vez, ao menos nessa viagem, acampamos com o Willie.

Tent Light Trail

No dia seguinte, pedalamos até Francistown – a partir de então seguiríamos caminhos diferentes.

Botswana nos mostrou uma África bastante diferente, o país é exemplo de estabilidade política e econômica no continente e esse fato é visível.

O governo usa, com bastante sucesso, o rendimento da exploração de diamantes para abastecer o rendimento econômico do país. A educação e saúde no país são consideradas de alta qualidade. Infelizmente, a expectativa de vida no país é super baixa por causa da quantidade de indivíduos contaminados pelo HIV.

Ver uma África sem pobreza e miséria seria maravilhoso, contudo, ao menos o que nós experienciamos em Botswana, foi uma África sem identidade cultural. As cidades são parecidas com cidades americanas com seus vários shopping center e fast food e não tivemos contato com nenhum sinal da cultura local – Uma senhora que encontramos nos disse que ela poderia nos levar ao museu para vermos a cultura de Botswana, triste.

Globalisation in Botswana

Um brinde às belas amizades

Happy Trio in Bulawayo

O Willie foi, realmente, “born to be wild”. Estar na estrada, explorar, se aventurar é o que o preenche e o faz feliz. Ele tem um brilho no olhar e um sorriso leve – é inspirador estar ao seu lado.

Ele viajou ao redor do mundo em uma motocicleta e ao retornar à Alemanha, não conseguiu ficar muito tempo vivendo a vida tradicional da cidade grande. Pegou sua bicicleta e pedalou pela Grã-Bretanha. Alguns meses depois começou sua pedalada em Israel e estava em direção à Cape Town.

Em Francistown nos despedimos do nosso querido companheiro de viagem – ele foi em direção ao deserto de Namibia.

Esperamos encontrá-lo em Cape Town para brindarmos às belas amizades.

Free Bird

Mma Ramotswe

Ao nos despedirmos do Willie, eu e o Dan seguimos em direção à Gaborone. Foram dias, relativamente, fáceis de pedalar. O terreno era bastante plano e tivemos o prazer de estarmos acompanhados de um vento que nos ajudava na direção certa – vento no rosto torna a pedalada muito mais desafiadora.

Durante esse período superei meu recorde pessoal e pedalei 170km em um dia, uhuuu!!!

The Royal Road to Gaborone
Topic Team
Every which way?

Eu e o Dan lemos o livro The No. 1 Ladies' Detective Agency do autor Alexander McCall Smith. Um livro super gostoso e fácil de ler. Um bela introdução à cultura de Botswana.

Um pouco antes de chegarmos em Gaborone, decidimos sair um pouco do caminho e passar por Mochudi – a cidade onde Mma Ramotswe nasceu e morou durante sua infância.

Passamos por um posto de gasolina para bebermos uma coca-cola gelada e seguir caminho.

Veio então a surpresa: uma senhora super simpática começou a conversar conosco e nos ofereceu sua casa em Gaborone.

Snowy Rampa é uma típica Mamma de Botswana. Super sorridente e querida ela nos recebeu maravilhosamente bem em sua casa por três dias.

Ela nos lembrou a Mma Ramotswe e ao dividirmos com ela nossa impressão, ela adorou – Snowy foi a nossa Mma Ramoswe em Gaborone.

Nos despedimos da nossa anfitriã e seguimos em direção ao Sul da África, o último país dessa jornada.

Farewell to Mma

1 comment:

  1. demaissss!!! q Deus acompanhe vcs!!!! aproveitem e manda notícias Manu!!! bjo Cel

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